Governador da Bahia afirma que declaração foi metáfora contra a intolerância; apoiadores reforçam mensagem de união e respeito
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ganhou destaque nesta semana após declarações feitas em um discurso público, onde defendeu a superação do que chamou de “ódio político” presente em setores da sociedade. Ao afirmar que seria necessário “enterrar numa vala os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro”, o governador utilizou uma metáfora que gerou reações diversas. O trecho, retirado do contexto original, causou críticas de adversários, mas também mobilizou forte apoio de aliados e militantes.
Segundo interlocutores do governo, a fala teve sentido figurado e foi usada como forma de reforçar a necessidade de enterrar atitudes como a intolerância, o preconceito e a exclusão — marcas do período político recente, segundo avaliação do governador. “Jerônimo se referia à superação de um tempo de divisão, e não a pessoas. Foi uma imagem simbólica de renovação e esperança”, afirmou um assessor próximo.
Jerônimo Rodrigues tem trajetória marcada pelo compromisso com a inclusão social. Nascido na zona rural, é professor e sempre manteve vínculos com a fé cristã e com as tradições de matriz africana. Seu governo é reconhecido por atuar junto às comunidades mais vulneráveis, com políticas públicas voltadas à justiça social e à valorização da diversidade.
“É um governo presente nos territórios, que escuta, acolhe e respeita. Jerônimo representa a esperança de um Estado mais humano e solidário”, comentou um membro da equipe de comunicação.
Após a repercussão da fala, muitos apoiadores saíram em defesa do governador, destacando seu histórico de luta contra a desigualdade e a intolerância. Para eles, houve uma tentativa de distorcer o discurso com fins políticos. “Querem transformar uma fala de superação em ataque, mas quem conhece Jerônimo sabe que ele é um defensor do diálogo e do respeito”, afirmou um militante presente no evento.
Embora ainda não tenha se manifestado publicamente sobre o episódio, pessoas próximas ao governador afirmam que ele segue focado em seu trabalho e vê a polêmica como uma tentativa de silenciar críticas legítimas às estruturas que perpetuam a exclusão social.
Entre seus apoiadores, a mensagem permanece clara: é preciso deixar para trás tudo o que desumaniza e abrir espaço para uma política baseada em dignidade, empatia e inclusão.
